Plano de Logística Reversa

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) estabeleceu a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

Art. 33.  São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de

I – agrotóxicos;

II – pilhas e baterias;

III – pneus;

IV – óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

V – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;

VI – produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

  • 1o § 2o Embalagens.

O que é logística reversa?

Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Art.º 3, parágrafo 12, a logística reversa é um “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

Entende-se então que a logística reversa é um tipo de logística que planeja, opera e controla todos os materiais dos bens produzidos após a sua venda de maneira que retornem ao produtor inicial para o reaproveitamento ou a destinação final ambientalmente adequada. A logística reversa colabora diretamente com o meio ambiente e a redução do consumo de matérias-primas.

O Plano de Logística Reversa é obrigatório?

No estado de São Paulo, a CETESB da Decisão de Diretoria nº 76/2018/C incorporou no procedimento de licenciamento ambiental a exigência do Plano de Logística Reversa, operacionalizando a responsabilidade pós-consumo.

No licenciamento ambiental, os setores sujeitos à responsabilidade pós-consumo são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa  mediante retorno dos produtos e embalagens após o uso pelo consumidor os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, conforme os prazos a seguir:

  • A partir de 2018: área construída acima de 10 (dez) mil metros quadrados;
  • A partir de 2019, área construída acima de 1 (um) mil metros quadrados,
  • A partir de 2021: todos os empreendimentos sujeitos ao licenciamento ordinário.

Confira as metas por setores na Decisão da Diretoria da CETESB:

Como minha empresa pode fazer a logística reversa?

Para implementar a logística reversa em sua empresa é necessário um plano que defina as estratégias para recolher o produto utilizado ou as peças de maneira ágil e econômica, envolvendo toda a cadeia do produto, a começar pelos usuários finais, as lojas que revendem, as assistências, transportadoras e os fabricantes.

Para a eficiência dessa ação é importante uma comunicação estratégica com as orientações do passo a passo a serem seguidos em cada etapa do ciclo.

Vantagens de implementar a logística reversa

A principal vantagem de implementar um plano de logística reversa é ficar em conformidade com a legislação ambiental e também colaborar com o meio ambiente.

Apesar dos custos com a implantação do plano, em médio prazo ele gera uma grande economia para a empresa e que reflete no consumidor final.

Lembre-se também que um resíduo que não serve mais para a uma empresa pode servir para outra, gerando novos produtos e empregando outras pessoas.

Existe também o diferencial competitivo em relação aos concorrentes. A logística reversa é um grande diferencial que pode refletir na decisão final do consumidor.

Como a Master Ambiental pode te ajudar?

A Master Ambiental conta com uma equipe multidisciplinar capacitada para a elaboração de Planos de Logística Reversa. Tudo é elaborado de maneira particular e única, entendendo as necessidades específicas de cada cliente e colaborando para um resultado positivo e satisfatório.

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