Inventário de Gases de Efeito Estufa não é só para grandes empresas

Conheça as vantagens de fazer o inventário e publicá-lo no Programa Brasileiro do GHG Protocol

Um primeiro grande passo para combater os danos das Mudanças do Clima é reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE.

Esses gases estão em excesso na atmosfera devido a atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis e desmatamento. Já totaliza 405ppm e após 450ppm não se sabe o que pode acontecer.

Não há como reduzir emissões efetivamente sem conhecê-las e para isso existe o GHProtocol – o método mais utilizado no mundo para elaboração de inventários de gases de efeito estufa.

O Programa Brasileiro GHG Protocol é uma plataforma online pioneira no país. Adaptado ao contexto nacional, estimula as organizações a produzirem e divulgarem seus inventários de GEE e fornece instrumentos e padrões de qualidade internacional.

A Master Ambiental aderiu ao Programa Brasileiro GHG Protocol e prepara o seu próprio inventário, que será publicado em agosto de 2018.

Isso mostra que a equipe da Master Ambiental está preparada e atualizada para elaborar inventários de gases de efeito estufa para seus clientes e também publicá-los – ponto para a sustentabilidade e transparência na cultura corporativa.

O Programa Brasileiro GHG Protocol é coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e oferece aos membros oficinas de capacitação sobre o método.

Equipe da Master Ambiental participa de oficina da GVCES sobre atualização do método do GHG Protocol, o mais usado no mundo para medir emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE

Coordenador de projetos da Master Ambiental, o cientista ambiental Caio Dalla Zanna, e o analista ambiental Diego Gomes participaram em fevereiro do treinamento sobre a atualização da metodologia para 2018.

Uma novidade para este ano é que será possível reportar não só a compra de energia como também a escolha de compra de energia. Ou seja, a empresa pode escolher privilegiar voluntariamente a aquisição de energia solar ou eólica, por exemplo, e assim reduzir suas emissões em detrimento de fontes de energia mais poluentes. Em outras palavras, as emissões a serem calculadas refletirão a energia que a empresa escolheu consumir.

“É preciso atender a todos os critérios, como comprovar a origem da eletricidade consumida, reivindicação exclusiva e aposentável, temporalidade, limites geográficos”, complementa Dalla Zanna.

Dalla Zanna observou uma tendência durante o evento. Atualmente, a maioria dos participantes do Programa ainda é composta por grandes empresas. Contudo, isso está mudando rapidamente. Ano após ano, mais organizações buscam fazer seus inventários impulsionadas por exigências de clientes à cadeia de suprimentos.

“As grandes empresas cobram cada vez mais de seus fornecedores que realizem o inventário de emissões de GEE. Quem não começar logo vai ficar atrasado e correrá o risco de perder clientes. Quem não atende aos requisitos e cumpre os princípios e valores do cliente ficará de fora da cadeia de suprimentos”, sentencia.

Além de alguns incentivos, como nos estados do Paraná e Minas Gerais, que oferecem descontos em tributos para empresas com inventários de GEE, em São Paulo e no Rio de Janeiro alguns setores mais poluentes possuem a obrigação legal de inventariarem suas emissões, como condicionantes vinculadas às licenças ambientais.

Muitos clientes que procuram a Master Ambiental chegam com suas demandas justamente devido à exigências de fornecedores e procuram a consultoria quando o risco de perder o cliente é iminente.

Master Ambiental está capacitada para apoiar as empresas a elaborarem e publicarem seus inventários

Com a experiência de elaborar 38 inventários de GEE no currículo, a Master Ambiental está capacitada para apoiar as empresas a elaborarem, publicarem seus inventários e principalmente a fazerem um plano de redução de emissões.

A consultoria técnica faz os cálculos necessários para quantificar as emissões. O primeiro inventário ajuda a estabelecer os dados importantes para a empresa dar continuidade na gestão de suas emissões.

Segundo o coordenador de projetos da Master Ambiental, Caio Dalla Zanna, “Os dados que são necessários para os cálculos já estão dentro da empresa. O mais trabalhoso, no início, é organizar esses dados. Após a consultoria da Master Ambiental, a organização aprende que dados são mais relevantes para serem monitorados ao longo do tempo e o inventário passa a ser parte da cultura da empresa. Nos anos posteriores, o inventário fica fácil de fazer”.

Fontes de emissões de GEE

São fontes de emissões de GEE a serem contabilizadas, obrigatoriamente, no chamado Escopo 1 as fontes diretas, que ocorrem dentro da empresa. Tratam-se, por exemplo, de fontes estacionárias de emissões, como geradores, caldeiras, fontes móveis como veículos, mudanças de uso do solo, emissões agrícolas, processos industriais, entre outros.

O escopo 2 também é obrigatório e está relacionado exclusivamente a compra de energia. Já o Escopo 3 é opcional, e demonstra que a empresa avançou no processo de gestão de suas emissões, pois passa a controlar também as emissões na sua cadeia de valor.

Em resumo, o inventário é feito em cinco etapas principais: Identificar as fontes; Selecionar a abordagem de cálculo; Coletar dados e escolher fatores de emissões; Aplicar ferramenta de cálculo; Listar dados para o nível corporativo.

Como reduzir emissões de GEE?

“É possível aumentar a eficiência de equipamentos, investir em eficiência energética, mudar combustível utilizado, comprar energia renovável, rever matérias primas”, exemplifica o cientista ambiental e coordenador de projetos Caio Dalla Zanna.

As vantagens em reduzir as emissões são muito relacionadas ao aumento da eficiência, redução de desperdícios e consequentemente de custos de produção.

Por que publicar um inventário de GEE?

  • Confira os pontos listados pela GVCEs sobre porque publicar o seu inventário.
  • Adquirir conhecimento sobre métodos de cálculo, publicação e divulgação de emissões;
  • Incrementar capacidade para participação na formulação de políticas públicas;
  • Vantagem competitiva: negócio sustentável;
  • Possibilidade de participação no mercado de carbono;
  • Registro histórico de dados que poderão ser consideradas sob legislação ou regulamentos programáticos adotados no futuro.
  • Melhorar relacionamento com públicos de interesse, pela adequação a padrões e relatórios internacionais de sustentabilidade.

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