Universalizar coleta de resíduos custa cerca de R$ 94 bilhões, revela estudo








Cheida participa da programação do Seminário P2R2 Emergências Ambientais, iniciado na última sexta-feira (27), em Londrina. Realizado em parceria com o Sindicato dos Transportadores de Cargas do Paraná (Setcepar), o evento tem o objetivo de ampliar o repasse de informações sobre o tema e aprimorar o sistema de preparação e resposta rápida a esse tipo de emergência. No Paraná, o P2R2 faz parte da “Agenda Verde” – um conjunto de ações, programas e projetos voltados ao desenvolvimento sustentável do Estado – lançada em junho e que será desenvolvida durante todo o ano.


Mesmo com 60% dos municípios do país tendo alguma iniciativa de coleta seletiva, a quantidade de resíduo sólido urbano que de fato retorna à cadeia produtiva não chega a 2%. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 51,4% do material coletado são matéria orgânica; 13,5% são plástico; 13,1% são papel, papelão e tetra pak; 2,9% são metais; 2,4% dos resíduos são vidro; e 16,7% são outros materiais.
De acordo com a Abrelpe, em 2012 foram produzidas 1.436 mil toneladas de alumínio primário e a reciclagem fica na faixa de 36%, chegando a 98,3% das latas de bebida, patamar com pouca variação nos últimos cinco anos. A produção de papel foi 10 milhões de toneladas e a taxa de recuperação com potencial para reciclagem está em 45,5%.


A empresa pertence ao atual presidente da ABAD e do Instituto ABAD, José do Egito Frota Lopes Filho. Até agora, pelo menos mais uma dúzia de empresas do segmento, de diversos estados, já aderiram, e o número segue crescendo.
A PNRS prevê a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população pelo retorno dos produtos e/ou embalagens às indústrias após o consumo. Também prevê os Acordos Setoriais, que devem viabilizar o cumprimento da PNRS através da implantação de um sistema de logística reversa das embalagens pós-consumo.
“A elaboração e apresentação do Acordo Setorial é uma exigência da lei. A empresa que optar por não aderir ao acordo terá de desenvolver um projeto próprio, desde que apresente comprovação técnica da sua efetividade, para evitar sanções. Isso, certamente, vai tornar o processo mais difícil e oneroso”, afirma Edmilson Selarin Junior, gerente executivo do Instituto ABAD.


O IAP divulgou em seu site o “Relatório da Situação da Disposição Final de Resíduos Sólidos Urbanos no Estado do Paraná”, realizado por técnicos do instituto em 2012. O documento é previsto na Lei Nacional de Resíduos Sólidos (número 12.305/10) e parte do Plano de Regionalização de Resíduos, do Governo do Estado. Os estudos se basearam no licenciamento ambiental estadual e o critério adotado foi a existência ou não de licença ambiental de operação do IAP.
80% do lixo produzido diariamente no Paraná vão parar em lixões, que ainda estão presentes em mais de metade dos municípios


Levantamento realizado no ano passado pelo Tribunal de Contas e pelo Instituto Ambiental do Paraná mostra que dos 399 municípios paranaenses cerca de 63% (250) ainda têm lixões. O alto custo para a construção e operação dos aterros sanitários são apontados como os responsáveis pela não adequação dos municípios e por isso a solução seria o consorciamento.


O prazo derradeiro da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei 12.305/2010) para acabar com lixões e implantar sistemas de coleta seletiva é agosto de 2014. Quanto mais a data se aproxima, gera uma grande dor de cabeça aos gestores municipais (ou pelo menos, deveria).
O principal problema é que a maioria ainda pensa com mentalidade ultrapassada, acostumada a jogar todo lixo em um grande buraco, a céu aberto, misturados, sem valor algum. Os inúmeros lixões demonstram a ausência histórica de preocupação com o meio ambiente e saúde das pessoas – algo sobre o qual, felizmente, já começa a haver mais consciência.
A implantação do Plano, na indústria Ikeda Empresarial exige treinamentos de funcionários para a segregação de resíduos na fonte


Com 300 funcionários, a metalúrgica fabrica produtos de três linhas: implementos agrícolas; giragrill (churrasqueiras) e aironflex (por exemplo, mobiliário e suportes de televisão). A principal fonte de resíduos da indústria vem justamente do setor de produção, que gera desde resíduos recicláveis a resíduos perigosos.
Diversidade de segmentos de lojas é destaque do empreendimento


Administrado pelo grupo Sonae Sierra Brasil e situado entre as avenidas Theodoro Victorelli e Dez de Dezembro, a expectativa é que Shopping receba cerca de 600 mil visitas mensais e valorize a zona leste da cidade.
