Emissão de gases de efeito estufa no Brasil não teve redução efetiva em 2012, mostra estudo

efeito estufaO inventário do Programa Brasileiro GHG Protocol, estudo desenvolvido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas, mostra que, no ano passado, a emissão direta de gases que provocam o efeito estufa não teve redução efetiva. Foram emitidos 71,6 milhões de toneladas de gás carbônico. Houve queda de 35% no total de emissões em relação a 2011, mas isso ocorre porque uma grande organização que participava da pesquisa deixou de publicar seu inventário em 2012.

O programa, que completa cinco anos, conta com a participação de 106 organizações. Entre os setores com maior representatividade estão a indústria de transformação (35% das organizações), as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (11%), a eletricidade e o gás (7%) e a construção (7%).

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Construção sustentável: como escolher as matérias primas

Priorizar matérias primas recicladas e fabricadas na região da obra fazem a diferença

Construção sustentável: como escolher as matérias primasA série sobre “Construção sustentável” já abordou a escolha da localização do terreno e o uso racional de água. Desta vez, a pauta é a categoria de pontuação do sistema de certificação LEED “materiais e recursos”, para mostrar como escolher adequadamente matérias primas empregadas na construção pode gerar créditos e proteger o meio ambiente.

Reaproveitar ou reutilizar materiais ou aplicar matérias primas fabricadas com componentes reciclados são uma maneira de investir em construção sustentável. Um exemplo cada vez mais comum que confere outro uso a um material são as madeiras de demolição. Segundo a arquiteta e analista da Master Ambiental Carolina Prates Mori, “tanto hábitos simples, como peneirar entulho para fazer chapisco rústico, quanto recursos inovadores, como a madeira plástica e o piso de pneu, são alternativas interessantes de material reciclado”.

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Construção sustentável: saiba como escolher o terreno ideal

A localização do empreendimento é um dos principais critérios para obtenção da certificação LEED

Construção sustentável: saiba como escolher o terreno idealEsta é a primeira de uma série de matérias sobre os principais aspectos de uma construção sustentável, que vai revelar como ganhar pontos na hora de certificar uma obra como prédio verde.

Para atestar a sustentabilidade dos empreendimentos com um padrão internacional, o USBGC (United States Green Building Council) desenvolveu a certificação ambiental LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que atribui pontos a cada item de sustentabilidade conquistado na obra, distribuídos em seis categorias.

Quanto à primeira categoria, de terrenos sustentáveis, a escolha de um lote para o empreendimento é um momento decisivo. A viabilidade ambiental do terreno deve ser analisada no início da fase de projeto, antes de qualquer atitude. Priorizar a preservação de áreas naturais e a localização em bairros já bem consolidados constituem importantes diferenciais. “O LEED premia o empreendedor que vai contra a especulação imobiliária que retém terrenos bem supridos de infraestrutura e vizinhança somente para valorização”, avalia a arquiteta e analista da Master Ambiental Carolina Prates Mori.

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Inventário de emissões de GEE é diferencial na hora dos negócios

Em busca de novos clientes, mineradora de Colombo – PR recorre à consultoria da Master para elaboração de inventário

Inventário de emissões de GEE é diferencial na hora dos negóciosPara atender ao pedido de um cliente de primeira linha, a indústria de mineração de calcário, Irmãos Mottin Ltda localizada em Colombo, região metropolitana de Curitiba – PR, contratou a consultoria da Master Ambiental para elaboração do Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEEs). O diagnóstico quantificou as emissões de gases causadores do efeito estufa pelas atividades da mineradora.

O processo produtivo da empresa, há cerca de seis décadas no ramo, envolve a exploração e beneficiamento de minérios com vistas à produção de cal e outros derivados, além do seu transporte e fabricação. Dentre os produtos comercializados, estão o calcário agrícola, a cal virgem, a cal hidratada, a cal de pintura e o cal fino.

Os responsáveis pela mineradora visualizaram na elaboração do inventário a possibilidade de atrair novos clientes. “A questão ambiental está em evidência, então a empresa que se preocupa em potencializar isso, muda seus procedimentos, investe no próprio negócio e contribui com o planeta”, ressalta o gerente da mineradora, Edson Mottin.

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Proprietário rural deve declarar uso de recurso hídrico em SP

recurso hídricoIniciou no começo de julho o período para cadastramento no Ato Declaratório do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) por proprietários rurais que utiliza recurso hídrico de domínio do Estado de São Paulo.

Trata-se de um cadastro de uso dos recursos hídricos, superficiais ou subterrâneos, para aqueles que têm propriedades no campo, a exemplo de fazendas, sítios e outras. O cadastro deve ser feito até 30 de junho de 2015.

O Ato Declaratório é também o início de um processo de regularização das outorgas para uso de água. O usuário rural que aderir a esse cadastramento terá a vantagem de não ser enquadrado como infrator, conforme a Portaria Daee nº 1/98, no período de até dois anos, a contar da emissão do protocolo.

No decorrer deste tempo, o proprietário deverá iniciar o processo para obtenção de outorga ou de dispensa de outorga dos usos de recursos hídricos declarados.

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Cidade promete “engarrafamento zero” e menos impostos para cidadãos conscientes

engarrafamento zeroO uso das tecnologias da informação para reduzir problemas como trânsito, eficiência energética e descarte de lixo já uma realidade praticada em diversos países. Songdo, na Coreia do Sul, está sendo construída do zero com base nos conceitos de smart city (Cidade Inteligente).

Com um pouco mais de 6 km² de território à beira-mar, localizado a 65 km de Seul, a cidade sul-coreana vai contar com cerca de 80 bilhões de dólares (pouco mais de R$ 160 milhões) do governo para vir a ser um município referência em sustentabilidade para todo o mundo. Para isso, tudo será integrado na internet, como por exemplo, as garrafas de refrigerante com sensores Wi-Fi para computar descontos nos impostos dos moradores que lançarem o material no cesto de reciclagem, informou a Folha de S. Paulo.

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Monitoramento é essencial para gestão da coleta seletiva

Realizado periodicamente, os indicadores sobre a qualidade da separação mostram a adesão da população

Monitoramento é essencial para gestão da coleta seletivaA partir da cobrança do Ministério Público para que o Município adequasse a situação do aterro controlado, na época com capacidade praticamente esgotada, foi iniciada em 2009, a coleta seletiva de Ibiporã – PR. Com o princípio de segregar os resíduos na fonte geradora, antes mesmo da publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o programa priorizou a participação da população, sensibilizada por meio de campanhas de educação ambiental no rádio, TV e de porta a porta em todas as casas da cidade.

Até aí, muitos municípios já fizeram, o que hoje se tornou uma obrigação legal. Porém, um dos maiores diferenciais da coleta seletiva de Ibiporã foi o programa de monitoramento, desenvolvido para acompanhar a implantação em 2009 e em andamento até hoje. A Master Ambiental é responsável pelo monitoramento, descrito em relatórios mensais. Já foram entregues mais de 40 relatórios desde o início do programa, o que possibilita um histórico da evolução da coleta seletiva muito raro de encontrar nos Municípios brasileiros.

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Tijolo que capta dióxido de carbono já é uma realidade

Tijolo que capta dióxido de carbonoA mistura de areia, água e cimento combinados a materiais tratados e reciclados de resíduos industriais resultou no tijolo que capta dióxido de carbono “Carbon Buster” (Destruidor de Carbono), um novo produto de alvenaria que possui um teor de carbono negativo. Segundo a empresa fabricante, ele é o primeiro bloco de construção capaz de captar mais dióxido de carbono do que a quantidade emitida durante a sua produção (14 kg por tonelada).

O produto cerâmico de alto desempenho partiu de uma pesquisa realizada na University of Greenwich’s School of Science em Londres e foi desenvolvido pela companhia britânica Lignacite em parceria com a Carbon8 Aggregates. Ele é feito com mais de 50% de materiais reciclados, incluindo pastilhas de Carbono 8 (que são feitas de resíduos térmicos de usinas de energia).

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Gestão Ambiental: o exemplo que deve vir da administração pública

Gestão Ambiental: o exemplo que deve vir da administração públicaA lógica do faça o que eu digo mas não faça o que eu faço precisa acabar quando o tema é gestão ambiental. A educação é transformadora quando parte do exemplo. Se a gestão ambiental implica em novos hábitos e comportamentos das pessoas, a sociedade passaria a levar essas práticas mais a sério com o exemplo da administração pública, em todos os âmbitos da federação.

Por outro lado, também é comum que em situações diversas das problemáticas ambientais atuais recaiam nas costas do poder público. E existem boas iniciativas vindas de lá. Porém, assim como muitas das críticas devastam a imagem de figuras públicas, as boas iniciativas não só devem ser reconhecidas, mas também divulgadas.

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Noruega importa lixo para produzir eletricidade

Com usinas incineradoras capazes de queimar mais lixo do que a população produz, a capital da Noruega começou a importar resíduos da Inglaterra, Irlanda e Suécia para gerar eletricidade

 lixo para produzir eletricidadeSão Paulo – Um mês depois de anunciar para o mundo a proposta de importar lixo de outros países para produzir eletricidade – e surpreender muita gente -, a Noruega iniciou a atividade. A capital do país, Oslo, já está recebendo resíduos da Irlanda, Suécia e Inglaterra.

Os países estão enviando para a cidade norueguesa lixo doméstico, industrial e, até mesmo, hospitalar. A decisão de receber os resíduos foi tomada pelo governo devido a grande capacidade das usinas incineradoras da região, que atualmente não é atendida. A população da Noruega produz cerca de 136 milhões de toneladas de lixo por ano, enquanto as usinas conseguiriam queimar mais de 635 milhões de toneladas no mesmo período.

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